| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Cardinalidae |
| Ridgway, 1901 | |
| Espécie: | P. flava |
O sanhaçu-de-fogo é uma ave passeriforme da família Cardinalidae. Também conhecido como canário-do-mato, queima-campo, mãe-do-sol, canário-baeta, canárinho-são-joão (Minas Gerais) e tiê-sangue-de-boi.
Seu nome científico significa: do (Tupi) Piranga = vermelho, do (Grego) Pyros = fogo e, do (latim) flavos = amarelo dourado. ⇒ (Ave) vermelho fogo e amarelo dourado
Mede entre 17 e 19 centímetros de comprimento e pesa entre 30 e 40 gramas.
O sanhaçu-de-fogo apresenta acentuado dimorfismo sexual. O macho é facilmente identificado pelo colorido vivo quase totalmente carmim. Apresenta a cabeça, face, garganta, peito e ventre na coloração vermelha alaranjada. Os lores são vermelho escuro. A íris é preta. O bico é forte, robusto e negro. O dorso e as asas apresentam tonalidades amarronzadas. Penas rêmiges são marrom escuras. A cauda apresenta as retrizes com a coloração vermelho amarronzado. A porção distal das retrizes termina em uma leve ponta. Toda a parte ventral do sanhaçu-de-fogo é vermelho alaranjado com a coloração mais intensa do que aquela presente nas partes superiores da ave. As pernas são cinza amarronzadas.
A fêmea é muito diferente, sua plumagem tem a mesma distribuição de cores, mas as partes vermelho alaranjada do sexo masculino são substituídas pela coloração amarelo esverdeada.
A plumagem do indivíduo jovem se assemelha a plumagem dos adultos, porém sua coloração é mais pálida, apresenta estrias marrons, e barras alares acinzentadas.
O macho imaturo apresenta coloração mesclada de vermelho alaranjado por sobre a plumagem amarela esverdeada do indivíduo jovem. Esta plumagem intermediária permanece por cerca de um ano.
Sua vocalização é um forte “tchip”, “tcháp”, “tcherit” (chamada); estrofe melodiosa, embora pouco variada, p. ex., “djib-djülo-djülo-djib” (canto).
Esta espécie passou por uma grande revisão taxonômica, após estudos genéticos recentes demonstrarem que constitui, na verdade, três espécies distintas: P. flava, com quatro subespécies, ocorrendo das Guianas, Roraima, Nordeste do Brasil até o Rio Grande do Sul, e também no leste da Bolívia, Paraguai e centro-norte da Argentina; P. hepatica, com cinco subespécies, ocorrendo no oeste dos Estados Unidos (Califórnia, Arizona, Texas e Novo México) até a Guatemala, sendo que os machos possuem cor vermelho-fígado e P. lutea, com seis subespécies, ocorrendo da Costa Rica até os Andes do oeste da Colômbia e Bolívia, sendo que a subespécie haemalea habita o extremo norte do Brasil (Roraima, Amazonas), sul da Venezuela e Guianas.
As subespécies de P. flava são:
As subespécies macconnelli e saira são extremamente semelhantes e, talvez, possam ser agrupadas em saira.
Alimenta-se de insetos, frutas, folhas, botões e também néctar. Frequentam comedouros com frutas.
Reproduz o ano todo em certos locais e consta que, às vezes, usa ninhos da rolinha-roxa (Columbina talpacoti) como base para o seu ninho. A fêmea põe 2 a 5 ovos, verde-azulados com pintas esparsas pretas ou avermelhadas, que incuba sozinha por 12 a 16 dias. As fêmeas criam, às vezes, filhotes de outra espécie como o chopim (Molothrus bonariensis).
Pousa abertamente no topo de árvores altas (em contraste com Ramphocelus), desloca-se em voo impetuoso na altura das copas. Vive em mata rala e decídua, cerrado e capões de eucalipto.
Expande sua distribuição na faixa litorânea do Brasil, beneficiado pela devastação das matas. Ocorre nas Guianas, Roraima, Nordeste do Brasil até o Rio Grande do Sul,